sábado, 2 de fevereiro de 2013

Onde estais amigos?


Amizades Virtuais!

Venho por este simples meio, pedir a todas as minhas amizades virtuais (principalmente àquelas que tenham amizades no Facebook que habitam ou tenham habitado em Leça da Palmeira, durante os anos 58 a 65) que partilhem o conteúdo a seguir, pois há muito tempo que ando à procura de uns grandes amigos, sem algum resultado. Espero desta forma, encontrar alguém que me possa realmente informar sobre o paradeiro destes amigos do peito.

PS: Aqui vão algumas (poucas) informações, que talvez possam ajudar. Naquele tempo, o meu Pai era pescador em traineira e o pai do Luiz, era algarvio e pescador num arrastão (salvo erro), o Dulcinha.

Quanto ao Manuel Maria, numa das vezes que fui a Leça e visitei a Mãe dele, ela informou-me que ele tinha emigrado para a Suíça e que a esposa dele tinha falecido. Ele tinha uma irmã de Sua graça, Estrela. Do Tone, devo dizer que ele desde muito novo tocava muito bem gaita de boca ou harmónica. O seu forte, eram as canções do Conjunto Maria Albertina. Belos e felizes tempos!

AQUI VAI, A MENSAGEM QUE LHES DEDICO!

Onde estais amigos? Que saudades!

Sinto enormes saudades ao ponto de me doer o peito e sentir um aperto no coração, quando recordo os meus companheiros de juventude de há mais de cinquenta anos. Enquanto limpo algumas lágrimas de saudade que se desprendem dos meus olhos, revejo nostalgicamente em pensamento esse grupo de bons rapazes, nos quais eu me incluía e com os quais me entendia perfeitamente. Tudo boa rapaziada!

Não dá para explicar esse sentimento de vazio, cada vez que vindo de férias a Portugal e ia propositadamente de Vila do Conde até a Leça da Palmeira procurá-los e não os encontrava. Voltava para casa, inundado de uma enorme sensação de tristeza e frustração. Perdi-lhes completamente o rasto e com o avançar da idade, a esperança de os reencontrar torna-se a cada dia mais ténue. Não me conformo de ter perdido de vista, aqueles que marcaram pela positiva os melhores e mais felizes anos da minha juventude.

São marcas indeléveis e que me acompanharão para sempre.

Éramos apenas quatro, mas todos bons; o Luiz que nasceu no Marrocos e que residia numa rua paralela à minha, o Tone e o Manuel Maria, que habitavam na mesma rua que eu. A Rua dos Heróis de África junto ao Jardim do Corpo Santo, em Leça da Palmeira! Por vezes, tínhamos também a companhia do José Raposo que residia na mesma ilha de casas que eu e que trabalhava nessa altura, na Marina de Leça da Palmeira. Foi nessa rua que se formou esse grupo unido, que a vida, a profissão ou o destino acabou por separar. A maior parte do tempo, passávamos horas a fio na nossa rua a jogar à bola onde o nosso pior pecado (se é que podemos chamar de pecado a isso) era desrespeitar as leis em vigência naquele tempo.

Naquela época, Salazar tinha promulgado 2 Leis. Uma Lei que proibia de jogar à bola na rua e outra Lei, de andarmos pés descalços na via pública. Os nossos pais não obstante as dificuldades financeiras, foram obrigados a comprar calçado barato para nos calçar mas estávamos estritamente proibidos por eles, de jogar à bola com o calçado para não o estragar.

Se os nossos pais nos vissem jogar à bola com o calçado nos pés, levávamos um enxerto de porrada, mesmo ali na rua. Éramos crianças de 10, 12 ou 13 anos e o que mais gostávamos de fazer, era jogar à bola na rua quando o tempo nos permitia. Proibidos pelas leis, de jogar à bola e andar pés descalços e por outro lado proibidos pelos nossos pais de jogar calçados, só nos restava uma solução. Infringir essas Leis que nos impediam de ser crianças! Quando queríamos jogar á bola, deixávamos o calçado em casa e toca a jogar.

O problema dessa Lei, foi que Salazar para que as leis fossem respeitadas, implementou multas que iam dos 9$30 até 80$50 (demasiado pesadas para os parcos recursos de famílias numerosas e carenciadas) tendo acompanhado essas medidas, com o envio de agentes de Polícia à paisana (sem farda) e de bicicleta para a caça à multa, no intuito de caçar algum infractor que serviria de exemplo para os outros. Isso na realidade, não nos impediu de jogar à bola.

Quando chegava o Agente da PSP, começava o CIRCO.

Ele chegava sempre pela rua transversal à Rua dos Heróis de África, junto ao Jardim do Corpo Santo. O primeiro a vê-lo, advertia os outros gritando. Como éramos 4, íamos imediatamente 2 para cada passeio. O agente partia sempre do Jardim em direcção à praia e como íamos 2 para cada passeio, 2 de entre nós corriam em direcção do Jardim onde subiam as escadas, enquanto os outros 2 eram perseguidos na direcção da praia. Como o agente circulava no asfalto com a sua bicicleta, ia-se aproximando de nós e quando ele se aproximasse demais e pensava ter-nos alcançado, nós dávamos uma volta de 180 graus e começávamos desta feita a correr na direcção do Jardim, enquanto o agente continuava embalado na direcção oposta.  

Quando o agente conseguia meter-se de novo no nosso encalço, já nós nos encontrávamos praticamente em cima do Jardim e fora do seu alcance. É que o Jardim do Corpo Santo, se situava num pequeno monte inacessível aos ciclistas. Chegava a ter pena do agente!

Também brincávamos muitas vezes sobre a relva desse mesmo jardim. Na força do Verão, íamos nadar numa praia no interior do porto de Leixões, que se situava junto ao molhe Norte logo a seguir ao cais que delimitava a Marina de Leça.

Recordo-me como se fosse hoje, que depois de termos concluído a 4ª classe no ano lectivo de 59/60, eu e o Manuel Maria íamos apanhar o carro eléctrico ao lado do Mercado Municipal de Matosinhos onde se situava o términos do mesmo, para irmos até à Rotunda da Boavista e depois seguirmos a pé até à obra, onde éramos moços aprendizes de Trolha. Éramos todos descendentes de famílias humildes mas honradas e que nos educavam de forma a não prejudicarmos os outros.

Amigos como já não se fazem. Com cerca de 18 anos mudei-me para as Caxinas com malas e bagagens, juntamente com os meus pais e irmãos e perdemo-nos de vista. Se alguém me puder informar pelo Facebook sobre o paradeiro desses três mosqueteiros, ser-lhe-ia eternamente grato pelo gesto. Antecipadamente, agradeço qualquer informação que possa contribuir para um eventual reencontro dos companheiros desencontrados. Fico à espera!

Manuel Agonia Rodrigues da Silva, filho do Ti-Zé Brasileiro

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fala-se disto e daquilo!



Fala-se disto e daquilo!



Um anónimo mandou-me um email para a minha caixa do correio, com um assunto verdadeiramente invulgar e incrível nos tempos que correm, principalmente em Portugal.

O conteúdo, relaciona-se com a ponte 25 de Abril. (Ex-ponte Salazar!)

Eis aquilo que está escrito.

Esta ponte, foi construída dentro do prazo pré-estabelecido e respeitou o orçamento inicial, o que nos dias de hoje seria um feito histórico, digno de louvores e condecorações ao mais alto nível.

(Naquele tempo, ninguém no governo se aventurava a dar passos maiores do que a perna. Também não havia compadrio da parte do governo como hoje acontece, com os grandes capitalistas, bancos ou empresas).

Deixemo-nos de hipocrisia, pois todos sabemos que hoje em dia os prazos são prolongados indefinidamente e os orçamentos atingem o triplo ou quadruplo, do inicialmente estipulado.

Está também escrito preto no branco nesse email, que ninguém enriqueceu subitamente, nem foram abertas contas bancárias em paraísos fiscais, assim como o então Ministro da Obras Públicas quando saiu do Governo, não foi para Presidente ou vice-presidente, do conselho de administração da empresa da ponte.

Isto quer-me parecer, que é uma chegadela a esses Ministros que nos seus ministérios depois do 25 de Abril, fazem trinta por uma linha.

Pode também ser uma lição de Moral para esses Dias Loureiro, Paulo Peneda, Catroga, Mexia não sei com quê, Jorge Paulo Coelho e tantos, tantos outros, que deixaram a política e que agora estão sentados em ricos cadeirões. O próprio Sócrates, não sei aonde vai ele buscar os 15 mil€ mensais, que escandalosamente esbanja em Paris.

Legalmente, ele auferia de um salário mensal como 1º Ministro, de pouco mais de uma terça parte daquilo que neste momento gasta em Paris. Isto quer simplesmente dizer, que a continuar a viver nesse ritmo (à grande e à française) e com o 13º + o 14º meses cortados, o que ganhou em 6 anos de desgoverno, ficará completamente diluído em cerca de 2 anos.

Não sei porquê, mas com esta atitude (de despesismo) só-cretina, o caso Freeport e o Charles Smith não me saem da cabeça, assim como as escutas ao sucateiro Godinho, com o ex- Ministro Armando Varas Robalos e o ex-1º Ministro Sócrates, em pano de fundo.

Existe também muita confusão neste caso, alimentado pelas atitudes do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que por um lado, quer ver Isaltino Morais na prisão e por outro lado, mandou cortar as escutas do Sócrates no caso da sucateira. Eu diria mesmo que com estas atitudes incongruentes, existe suspeição sobre a probidade do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

No caso da Freeport, existem testemunhas que afirmam que o Sócrates exigiu 500 mil contos (dois milhões e quinhentos mil€ actuais) para adjudicar o negócio à Freeport. Foram também milhões os espectadores que nas televisões do mundo inteiro, viram e ouviram, o Charles Smith chamar corrupto ao Sócrates. E mesmo com tantas testemunhas, o PGR não fez nada para chamar Sócrates ao tribunal como arguido.

Com todas estas atitudes, dá para especular também sobre a Justiça que temos e os seus mais altos representantes!






terça-feira, 24 de abril de 2012

Redes sociais!


Redes Sociais!



Tanta revolta que apoio, contra os maus-tratos e abandono dos animais de estimação. Tanta revolta que também apoio, contra as touradas, massacres de golfinhos, baleias etc. Tanta revolta, contra a violência doméstica, que condeno. Há revoltas para todos os gostos. Porém, ainda não vi nada nas redes sociais nem na Imprensa escrita ou áudio visual, relativamente ao infanticídio praticado em larga escala sobre crianças recém-nascidas, na República Popular da China.

Crianças, que mal saem do ventre materno, são imediatamente afogadas (pelos próprios familiares) numa bacia cheia de água, previamente preparada para esse horrendo crime, que é o infanticídio. E nem uma palavra sobre isto.

Portanto, essas crianças dadas à luz (na sua grande maioria do sexo feminino, mas também, deficientes independentemente do sexo), são assassinadas aos milhões todos os anos, sem que o mundo reaja com firmeza, contra esse genocídio.

Ceifam vidas, como quem ceifa erva.

Eu fico atónito com esta inacção, da parte daqueles que andam sempre à procura de assuntos que tenham impacto. A própria Comunicação Social em Portugal e no mundo, está de bico calado. Quem cala consente e transforma-se por isso em cúmplice dessa prática atroz. Nenhuma implosão demográfica, por maior que seja, justifica esse horrendo crime. É simplesmente, um crime inominável! No entanto, tenho a certeza que este pequeno comentário pessoal passará despercebido, à grande maioria daqueles que transitam pelas redes sociais. É triste, mesmo muito triste.

Falamos disto e daquilo, mas ninguém vê aquilo que não quer ver. A indiferença neste caso, transforma-se em crueldade.
 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tri-Sócrates? Não!

Tri-Sócrates? Não!

Eu apolítico, venho por este meio opor-me firmemente a uma terceira candidatura socrática.
Esse indivíduo já nos deixou sem tanga num desastroso primeiro mandato com maioria absoluta, tendo quase sempre feito o oposto daquilo que prometeu aquando da campanha eleitoral de 2005. Logicamente que, depois de tão calamitoso resultado, não deveria ter vencido como venceu mesmo com maioria relativa a sua segunda candidatura, pois que já lhe tínhamos tirado o pulso durante os primeiros longos 4,5 anos, tempo que durou esse primeiro mandato.
Se bem me lembro, ele afirmava que iria criar 150 mil empregos e diminuir de 150 mil os efectivos da Função Pública, que segundo ele representaria o pessoal excedentário nos organismos do Estado. Gente a mais! O povo acreditou nas suas grandes promessas, mesmo se essas mesmas eram daquelas de que devemos desconfiar. Demasiado generosas!
A prova evidente de que ele estava a mentir, reside no facto de que ele não cumpriu quase nenhuma das promessas feitas.
Tinha-nos prometido baixar os Impostos. Aumentou-os.
Tinha-nos prometido melhorar substancialmente no domínio da Saúde. Fechou hospitais, maternidades e centros de Saúde. E pior ainda neste domínio! Em certas zonas do interior do País, dezenas de milhares de utentes viram triplicar e quadruplicar as distâncias a percorrer se queriam ser atendidos numa unidade de Saúde. Sem meios de transporte colectivos nem próprios, sem dinheiro para pagar um táxi numa tão grande distância ,muitos idosos com as melhorias de Sócrates, morrem por falta de assistência médica. Muitas vidas em risco, com grandes distâncias a percorrer por caminhos sinuosos, impraticáveis e perigosos.
Prometeu-nos melhorar a segurança dos bens e das pessoas. Também nesse domínio as coisas pioraram. Escrevi pessoalmente um comentário em fins do primeiro semestre de 2008, que arrasa com as promessas que o Sócrates nos fez sobre a segurança. Apenas um comentário pontual que mais não representa, que uma gota de água no oceano.
Então na questão laboral, a situação piorou drasticamente!
Sócrates, tinha-nos prometido criar 150mil postos de trabalho e eliminar 150mil postos na Função Pública supostamente excedentários. Falando português e somando as duas parcelas, Sócrates teria que criar na realidade 300mil empregos se quisesse cumprir a sua palavra. Desde 2005 até meados de 2008, este mesmo genial Sócrates já tinha criado cerca de 100 mil desempregados em Portugal, sem contar o êxodo em massa para o estrangeiro, Europa ocidental mas sobretudo para a Espanha, que começava a ficar asfixiada com tanta mão de obra lusitana. Esses exilados pela Europa mais a Espanha, rondariam segundo estatísticas vindas a público nessa altura, entre os 80 e os 90mil. Pessoas que partiram á luta além fronteiras, pois que já não conseguiam pagar os seus créditos imobiliários e outros. Mais parecia um dramático exílio em tempos de guerra.
Depois, tínhamos ainda 50 ou 60 mil desempregados a quem este sempre fabuloso 1º Ministro, resolveu retirá-los das estatísticas enviando-os à força para um curso sócio profissional, perdendo em consequência dessa manipulação o estatuto de desempregados.
Se fizermos bem as contas mesmo por baixo, teremos de um lado; +100mil des+80mil exil+50mil cursistas = 230mil. Se juntarmos + 300mil promessas socráticas, isto perfaz um saldo negativo de menos 530mil empregados. Em apenas 2 anos e meio. Fabuloso! Record batu, dans le domaine du chômage!
Não contentes com isso, os eleitores reelegeram-no com uma maioria relativa que lhe permitiu afundar ainda mais a economia nacional.
Também depois do resultado que reelegeu Sócrates para um 2º mandato, fiz um comentário onde previa o que iria acontecer. Dizia eu que no 1º mandato com a maioria absoluta, eu passava-me com a sua arrogância, agora com a maioria relativa, passo-me com a sua impostura. Dizia ainda. Encosta-se a uns para fazer passar a lei sobre a bicharada, encosta-se a outros para fazer passar aquilo que sem encosto não passaria. Encosta-se a uns e a outros até ao dia em que uns e outros lhe faltarão com esses apoio e nesse caso sem muletas, Sócrates cairá porque não terá mais quem o sustente de pé.
Agora com a queda de um governo que já deveria ter caído há muito, Sócrates e os seus comparsas viram o feitiço contra o feiticeiro. Dizem os socialistas, que a incompetência de Sócrates foi culpa dos outros (PSD), tomando cuidados especiais para não irritarem os partidos da ala esquerda esquerdista, aos quais já pediu o voto útil.
Não compreendo como é que o PC e o BE são os que mais virulentamente criticam e atacam o PS na AR, acusando-o de praticar políticas de direita. Depois, durante as campanhas eleitorais e no momento final, reviram-se para o tão famigerado voto útil.
O Sócrates, além de ter feito tudo aquilo que acima referi, aumentou o défice para mais do dobro em apenas 6 anos de (des) governo. De cerca de 80 mil milhões, passou para mais de 170 mil milhões. É obra. Uma obra destrutiva!
A dividir por 10 milhões de habitantes, cada português fica a dever 17 mil €. Se adicionarmos pelo menos 80 mil milhões do FMI, o calote por habitante passará para 25 mil €.
Tem-se ouvido falar, que há países a julgar e a condenar juridicamente os seus maus governantes.
Aqui em Portugal, reelegem-nos.

sábado, 9 de abril de 2011

Sócrates 2º!

Sócrates 2º!!!
Quando o Sócrates tinha a maioria absoluta, eu passava-me com a sua arrogância. Agora com uma maioria relativa, passo-me com a sua impostura. Encosta-se a uns, no intuito de fazer passar a lei da bicharada. Encosta-se a outros, para que aprovem aquilo que sem encosto não passaria. Encosta-se a uns e a outros, até ao dia em que uns e outros, lhe irão faltar com esse apoio e nesse caso sem apoio, ele sem dúvida cairá, pois já não terá forças para cumprir o seu mandato, contra marés e fortes ventos contrários.
Eu até compreendo a arrelia do governo e do PS, habituados que foram durante quatro anos e meio a poderem criar desenfreadamente desemprego, insegurança e a levarem o país à banca rota (ao abandalharem a super-visão do sector bancário), pois tinham o caminho desobstruído de opositores, com a sua maioria absoluta e a sua arrogância, não menos absoluta.
Não paro de matutar e por mais que o faça, não consigo compreender a razão pela qual, o Sócrates continua como 1º Ministro, principalmente depois dum primeiro mandato mais que desastroso para o país e consequentemente para os portugueses. Será que o PS, não possui elementos nas suas fileiras, com mais competências e capacidades do que Sócrates. Se é esse o caso e que o Sócrates seja o melhor que o PS tem para governar o País, então, não sairemos da cepa torta.
Durante o primeiro mandato, o 1º Ministro José Sócrates impôs como medidas política principais, destruir o emprego, aumentar a insegurança e dar cabo do sector financeiro.
Agora neste segundo mandato continua a aumentar o desemprego, a insegurança e no sector financeiro, é o que se vê. Os buracos no BPP e BPN, são tão largos e profundos que não se chega a um acordo, que nos dê uma estimativa aproximada. Ainda não conseguimos ver o fundo desse túnel vertical, que está sempre a crescer.
Ainda assim, com todos estes importantíssimos problemas e mais alguns por resolver, este segundo governo de Sócrates deu-se à luxúria (perdão, ao luxo) de dar a primazia aos aberrantes problemas dos gays e das lésbicas.
A quem protesta, ele responde que os outros problemas, são apenas problemas de todos os dias e que se irão resolvendo enquanto o da bicharada, é premente.
Isto é o que ele nos dá a entender, com as suas respostas.
Os problemas que citei e mais alguns, passaram para segundo plano.
Ele leva-me a pensar, que tem medo de subitamente perder o poder sem ter tido tempo de adoptar essa lei, que assim como o Francisco Louçã, ele considera da mais relevante importância. A lei da anormalidade sexual. Tanto um, como o outro, fazem pressão para que essa lei chegue a ser promulgada pelo Presidente da República, antes que o Sócrates saia do governo.
É por isso que o Sócrates e o PS, acusam o PR de estar a tomar partido. Ele não sabe se tem tempo para levar o assunto ao parlamento uma segunda vez, no caso de o PR vetar a primeira. O seu governo, pode cair primeiro.
Esta ansiedade e nervosismo são anormais num 1º ministro e mesmo em alguns deputados socialistas. Porquê tanta pressa? Estarão estes deputados, interessados nesse assunto, por causa própria? Com o país no caos, devemos concentrar-nos nos problemas mais importantes e que urge resolver. Se assim não for, Portugal não sairá da recessão e corre o risco de mergulhar ainda mais fundo.
A AR deveria interessar-se em encontrar medidas que consigam tirar-nos do poço, onde o Sócrates nos meteu. Isso é que é importante para o País.
Penso sinceramente, que o PS e toda a esquerda junta assim como a direita, deveriam dar muito mais importância aos reais problemas que o país atravessa, como; o desemprego, o ensino, a saúde, a segurança ou antes, a insegurança, o endividamento, a recessão económica, a baixa da natalidade em Portugal, etc.
Quanto à lei sobre o “casamento” dos homossexuais, penso sem dúvida alguma que é um assunto a referendar. Numa matéria destas e em democracia, o povo tem o direito a dar a sua opinião.
Claro está que principalmente o BE, não estará interessado num referendo pois que corre o sério risco de que a adopção nessas condições, se encontre recusada nas urnas e nesse caso, ver-se ia obrigado a esperar mais uma vez, por uma maioria PS + radicalistas e extremistas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Protecção dos civis?

Protecção dos civis? De que lado?




Aquilo que se está a passar na Líbia (país soberano), chamem lá o que chamarem, digam o que disserem, de certeza que não é a protecção de civis que tanto anunciaram, aquando do início do envolvimento da NATO neste conflito. É bem visível, que os ocidentais estão a participar imponderada e activamente, de um lado da barricada.
Isso, além de ser ilegal, imoral, condenável e globalmente inconstitucional, pode ser perigoso, muito perigoso!
Não nos serviu e servem ainda de lição, o que aconteceu e continua a acontecer actualmente no Iraque e no Afeganistão? Pelo que vejo, não! Envolver-se tomando partido por um dos beligerantes, é não somente sinal de um acto de ingerência tresloucada, como fomentador de futuros e mais graves conflitos. A guerra civil não só na Líbia, mas imagino, em toda uma região e que poderá alastrar tanto para Este como para Oeste, e mesmo para o Sul e para o Norte.
Em vez de protegerem os civis, como prometeram no início e apelarem ao entendimento, estão virulentamente envolvidos na discórdia e na violência.
Violência, gera violência! Lembram-se que tudo começou na Tunísia, propagou-se ao Egipto e um país de cada lado contagiaram a Líbia? Lembram-se que também se alastrou a outros países da região, como a Síria, Iémen, Cisjordânia e outros? Sabem ou têm noção, de que aquela região é um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento?
Afinal, o que é a NATO? Uma instituição promovedora de paz, ou ao contrário, mercenária e fomentadora de guerra? Eu até compreendo que se queira proteger os civis, mas até agora, não é o que está a acontecer. A NATO envolveu-se nesta guerra, esquecendo os civis. Pelo menos, de um lado.
A NATO cometeu um erro crasso, ao envolver-se no conflito por um ou outro dos protagonistas e está a criar hostilidades que em crescendo, poderão causar sérios conflitos em toda essa região.
Se a NATO se quer comportar como um Juiz na cena internacional, então deve agir com equidade e isenção. Sem tomar qualquer partido nos conflitos internos de um País soberano, nem tentar subjugar este ou aquele beligerante pela força bruta.
Isso seria comportar-se como um Juiz, comprado por uma das partes.
Não nos venham com essa, da protecção de civis. Será que do lado dos apoiantes de Kadafi, não existem civis? Só guerreiros e mercenários?
Estão a contribuir com essa parcialidade para o reforço do fundamentalismo muçulmano, sem medirem as possíveis consequências futuras. O Irão, na pessoa do seu presidente, com as suas constantes ameaças ao mundo livre, não deveria servir-vos de reparo?
Os fundamentalistas talibãs e outros, estão à espera que a NATO acabe o trabalho sujo, para depois tomarem conta dos destroços e imporem a lei islâmica. A NATO, está inconscientemente a facilitar-lhes o trabalho. Digo inconscientemente, porque não quero acreditar que o fazem de propósito. Não tenho a mínima dúvida, de que do meio dos escombros, os talibãs e outros fundamentalistas do Islão, tirarão o seu proveito.
Nos canais de televisão, já se fala de mortos civis em zonas urbanas habitadas e onde não existem sinais de beligerância, provocados pelos bombardeamentos contra Kadafi, efectuados pela Nato. Essa mesma NATO que diz proteger a vida dos civis, está agora a matá-los nas cidades apoiantes de Kadafi. Aqui, não são líbios que abatem líbios, mas sim, forças invasoras a assassinarem indiscriminadamente soldados e civis, numa guerra que não é da NATO.
A NATO, está a discriminar entre apoiantes e opositores a Kadafi e isso é crime de guerra, que vai ao encontro dos direitos humanos. Ao mesmo tempo, estão com o seu incondicional apoio, a continuar o trabalho que outros começaram em corredores de obscuros túneis do fundamentalismo.
Sim, porque eu acredito que o fundamentalismo está por detrás de todas as rebeliões que eclodiram nos países do Magreb, do próximo e médio oriente. Pessoalmente, penso que Kadafi é um déspota e um tirano. Um verdadeiro ditador que não deveria estar no poder, mas isso não me impede de pensar que o que virá a seguir, poderá ser muito pior.
Os fundamentalistas pressionarão e manipularão os muçulmanos, no sentido de vencerem umas mais que prováveis eleições. Os muçulmanos deixar-se-ão seduzir pelas rezas dos Aiatolas, que estão preparados para lhes fazerem autênticas lavagens cerebrais. Se hoje o petróleo está caríssimo, imaginem como será com toda aquela região a ferro, fogo e sangue. Sem contar, o perigo de contágio a muitas outras regiões. Mesmo a Europa, pode não estar imune a esse perigo.
A Nato, com todos os países que a compõem, está a enveredar por caminhos tortuosos e escorregadios em países instáveis, que podem um dia destes levar-nos ao irreparável. À instauração de repúblicas islâmicas em todo o Magreb e médio oriente.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Cacografia ortográfica!

Acordo da
Cacografia ortográfica = Traição!
Sexta-Feira 05/11/2010 ± 16h
Acabei de assistir há alguns minutos no canal 2 (RTP2), àquilo que considero bárbaros ataques para com o nosso ainda actual, dicionário de língua portuguesa.
Até aqui, alguns diziam que seriam apenas algumas mudanças. Pequeninas mudanças, que em nada afectariam o nosso vocabulário. Afinal hoje, posso dizer-vos que vai acontecer um verdadeiro atropelo ortográfico, na língua portuguesa. Uma verdadeira hecatombe e a expressão não é exagerada. Uma revolução que nos levará a escrever uma língua desconhecida. Não será o português, o brasileiro, o angolano, o moçambicano, o de São Tomé e Príncipe, o cabo-verdiano, o guineense, Macaense ou Timorense. Será apenas uma trapalhada ou embrulhada. Um crioulo, abrasileirado.
Longe de todos os crioulos falados e escritos; quer no Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné, Macau ou Timor, os colaboracionistas vão-nos querer impingir uma língua subalterna. Uma língua secundária ou inferior. Neste tempo de crise em que nos encontramos despojados de uma simples tanga, vamos também ter que abdicar da nossa língua, porque outros assim o ordenam. A nova presidente do Brasil assim o deseja. Vos désirs, ce sont des ordres Madame! Voilá Madame, vous pouvez continuer a parler le brésilien, quant a nous, nous continuerons a parler notre chér, beaux et incomparable portugais. L`unique. Vous étes satisfaite Madame? Merci beaucoup et au revoir.
Esta situação é análoga, àquela que aconteceu em 1580 e faz-me lembrar esse triste, doloroso e negro episódio da nossa interessantíssima, colossal e descomunal História. Foram sessenta anos de ocupação, que Portugal e o seu estóico povo, sofreu na pele. Esses indivíduos que assinaram o acordo ortográfico com o Brasil, fazem-me lembrar a causa da dinastia dos Filipes espanhóis em Portugal, que durou 60 longos anos, até que os empurramos de novo para Espanha. E essa causa, foi a mesma que agora leva Portugal a escrever uma espécie de crioulo, vindo daqueles que outrora fizeram parte do seu Império.
A traição!
Trair a nossa língua, é trair Portugal. Foi uma traição, esse acordo assinado por colaboracionistas portugueses e que dá uma imagem de submissão e obediência a terceiros. Não se pactua com a nossa língua, escrita ou falada. É nossa propriedade e se quiserem partilhá-la, não nos peçam para a adulterar. Seria um insulto, a Portugal e à sua soberania.
Naquele tempo já havia traidores, mas também éramos compensados com muitos e muitos corajosos Patriotas. Sobre o jugo espanhol, nunca baixamos os braços, mas hoje frente ao Brasil, parece-me que já nenhum herói se levanta.
Algumas dessas mudanças, são mesmo ridículas e insultuosas para a nossa escrita. A maioria dos hífenes desaparecerá da nossa escrita, pois escreveremos tudo pegado. Acontecerá o mesmo com a acentuação grave. Por exemplo: pára, o acento será suprimido e escreveremos apenas para o inglês ver. Os circunflexos ^ também desaparecerão do mapa ortográfico. Óptimo, baptismo, cepticismo e outras mais já não terão o p. Às palavras acção, actualizar, infracção, contracção, convicção e a muitas mais retirar-lhes-ão o c. Uma autêntica razia. Vai ser bonito, ai vai, vai. Isto deve ser tudo para poupar na tinta. Em tempos de crise….
E o pior de tudo nesse programa de informação, que se auto-intitula de; atual em vez de actual, era o desdém que se denotava nas caras, nos olhos, nas palavras e mesmo nos cínicos, idiotas e desprezíveis sorrisos desses Miguéis ou Miguelas de Vasconcelos com a profissão de professores de português, quando comparavam a nossa população, economia e área, com a população, economia e área brasileira. Embora de pequena dimensão populacional, económica e também em superfície, em termos de história, deixamos o Brasil a perda de vista.
A nossa língua, é a língua de um povo com uma fabulosa bagagem histórica, inacessível ao gigantesco Brasil. Temos também a nossa própria cultura, a qual nos é imprescindível e inegociável e assim como o Brasil ou qualquer outro País no mundo, prezamos a nossa independência cultural.
Há um ditado que diz; os homens não se medem aos palmos. Portugal é uma Grandiosa Pátria Mãe e se nós não deixarmos, não serão quaisquer ex-colónias (por muito grandes, ricas ou potentes que sejam), que nos obrigarão a servir de lacaios.
Aquelas e aqueles vendidos que eu ouvi na RTP2 deram-me a entender que hoje em dia, o português que será tido em conta doravante, não será o de Portugal, mas o do Brasil. Diziam que seria utópico, pensar que o minúsculo e derrisório Portugal, alguma vez imporá a sua língua no mundo lusófono. Estavam todos em sintonia. Quando essa espécie de cacografia entrar em vigor, o povo português terá vergado à vontade de uma ex-colónia. Será o mundo virado do avesso. Em 2014, ano em que esse dialecto será obrigatório, eu já não saberei escrever esse português e talvez me considerem analfabeto.
Nasci português, morrerei português. Abdicar da língua portuguesa seria para mim, abdicar de Portugal em como Nação Soberana. Não sou nacionalista, mas sou muito Patriota. Defenderei com veemência, unhas e dentes, a cultura portuguesa donde a língua faz parte integrante. A nossa cultura donde a nossa língua, tem características próprias às quais nenhum português que se preze, deve renunciar. O País dos descobrimentos, não deve ceder às pressões ou chantagens exteriores, vindas duma ex-colónia que se diz irmã de Portugal (imaginem se assim não fosse) e ainda por cima, com o apoio de pessoas nascidas cá, mas que falam tão mal do berço onde nasceram.
São cães que mordem, na mão do País que lhes dá o sustento. Com 67 anos, não aceito de; aprender brasileiro, crioulo, calão nem patuá. Quero o meu português, com as suas características, especificidades e as suas peculiaridades. Foi com estas mesmas, que eu construí um pecúlio cultural, linguístico e intelectual, o qual tento preservar dos ataques dos abutres.
O que se escreve e se fala no Brasil, com o devido respeito, não é português. É antes isso sim, uma salada ou agregado de línguas que se devem ao facto das migrações de portugueses, africanos, espanhóis, italianos e tantos mais, aos quais o Brasil foi adaptando a língua nacional, em vez de pedir ou exigir, que fossem os emigrantes a se adaptarem à língua escrita e falada. O português!
O Brasil descurou a língua nacional e agora deu nisso. Uma língua lusófona com muitas palavras nativas, crioulas e estrangeiras, que com o passar do tempo, cada vez se afasta mais do português de Portugal. Um brasileiro aportuguesado e bastante apimentado de estrangeirismos. Agora querem que estraguemos o português de Portugal, abrasileirando-o.
Se alguém tem que ceder, não somos nós.
Conseguem imaginar os ingleses, a terem que ceder aos norte-americanos, canadianos e australianos? Ou os espanhóis, aos sul-americanos? Impensável!
Só em Portugal, é que se encontram “colaboracionistas” desta espécie.
Indignos de Portugal, sois a minha vergonha. Estais a abastardar e a atraiçoar a nossa cultura, na nossa escrita portuguesa.

Viva Portugal!