sexta-feira, 18 de março de 2011
Cacofonia!
Aqui há uns tempos, escrevi uma crónica onde dava as minhas humildes opiniões sobre o acordo cacofónico, respeitante às mudanças brutais e na sua grande maioria injustificáveis no nosso futuro dicionário.
Escrevi e enviei individualmente por e-mail a umas trinta pessoas, familiares, amigas ou conhecidas.
E se enviei individualmente, é porque os meus conhecimentos nas novas tecnologias ainda se encontram nos primórdios do conhecimento. Não sou nenhum craque com o meu computador, nem tenho a pretensão de o vir a ser. Contento-me e fico satisfeito, em ter aprendido a transpor para o meu computador as minhas opiniões, que felizmente não são as mesmas de muitas outras pessoas. Se assim não fosse, as minhas opiniões não fariam algum sentido. Expresso no papel, aquilo que me vai na alma.
Para voltar aos e-mails enviados, alguns dos destinatários não puderam sequer abrir o anexo.
Aqueles que o conseguiram abrir e que me responderam, não foram muitos mas foram bons.
Tive mensagens de Professores, Doutores, Engenheiros, Formadores e mesmo um deputado que faz parte actualmente da nossa classe política, que me incentivavam a continuar elogiando o trabalho efectuado.
Sobressaiu-se no entanto, a mensagem de um amigo doutor com uma questão pertinente.
Dizia ele, que tinha dúvidas de que o acordo ortográfico lesasse de algum modo a nossa escrita. Acrescentava ainda que nós temos que evoluir e que caso contrário, ainda hoje escreveríamos Pharmácia, em vez da actual Farmácia.
Foi o único argumento como exemplo (mas com certeza que haveria outros que ele poderia ter citado), porém, como foi o único eu aproveito para dizer na minha boa fé, que esse argumento era justificável pois que, ao expressarmos verbalmente essa palavra, nós pronunciamos o F e embora a nossa língua derive do Latim, penso que isso actualmente confundiria as pessoas, terem que escrever um F com um Ph. Essa mudança tinha portanto uma justificação razoável. Aliás, há cerca de 55 anos eu já aprendi a escrever essa palavra com um F. No actual acordo, pouco ou quase nada justifica uma tão abrangente e radical mudança.
Actualmente o que se está a fazer, é provocar um autêntico sismo ortográfico e um verdadeiro atentado à nossa escrita. A grande maioria dessas mudanças, não tem argumentos fundamentados que a legitimem e é justamente por que não se justificam, que eu sou contra essas medidas tão radicais. Não vão de mão leve. É logo à marretada. Se apenas mudassem aquilo que evidentemente precisa de mudar, eu concordaria plenamente.
O pior, é que a maior parte das mudanças limitam-se apenas a que nos subjuguemos ao dialecto de uma ex-colónia, que recusa ou não consegue ensinar, a bela língua Lusa aos seus habitantes e que se afasta cada vez mais da língua portuguesa.
Isto é de uma subserviência total a terceiros, intolerável e um grave ataque à nossa cultura e soberania, com a agravante de ter sido praticada por indivíduos portugueses, que deveriam ter como prioridade a defesa do nosso património linguístico, protegendo a nossa escrita e a nossa língua. Apresentaram-nos como pretextos, sofríveis, muito fracos, discutíveis e estúpidos argumentos que só me dão razões para me opor a essas radicais ilegítimas e traiçoeiras mudanças.
Vou descrever-vos na medida do possível, como foi que me ensinaram a ler o português nos fins da década de 50. Com um currículo de apenas 3 anos de escola, quando dela saí com o diploma da 4ª classe, já há muito que não errava na escrita. Mais precisamente, depois da segunda metade da minha segunda classe, que foi também o meu primeiro ano escolar. Quando se tratava de ler uma palavra com um c antes doutra consoante “ç, ou t “o professor mandava-nos abrir mais o a ou o e. Por exemplo; efrácção, infrácção, ácção, áctual, inspécção etc. Pronunciávamos como se o a ou o e tivessem acento, quando na realidade não o tinham. O mesmo se fazia, com báptismo.
Nas palavras; recepção, concepção e cepticismo, pronunciávamos ligeiramente o p. Foi sempre assim que eu me expressei verbalmente e nunca ouvi da parte de quem quer que seja (Professores, Doutores, Médicos, Engenheiros ou aAdvogados) uma única palavra de reprovação.
Se, em vez mudarmos aquilo que deveria ficar imutável, ensinássemos a juventude a pronunciar correctamente o que dizem ou lêem, toda a gente compreenderia as especificidades que caracterizam a nossa bela língua portuguesa
O próprio Professor quando nos ditava uma história ou um texto, nunca se esquecia dessa dicção. Dessa maneira ele relembrava-nos o que nos tinha ensinado. Também quando líamos, ele queria que nós fizéssemos o mesmo, dizendo ele que era assim que se liam aquelas palavras. Dando-nos ele o exemplo, era-nos mais fácil segui-lo. Ainda hoje é assim que eu me exprimo, quando leio em voz alta todas estas palavras e mais algumas. Era com sofreguidão, que eu aprendia não só o nosso português, como todas as outras disciplinas.
Infelizmente hoje em dia, os professores não insistem na dicção das palavras. Nesse tempo, a maioria dos professores do então Ensino Básico tinham apenas o 7º Ano do Liceu (equivalente ao actual 12º Ano), mas sabiam impor regras e disciplina na sala de aulas, onde efectivamente havia mais respeito ou temor pelo Professor, que sabia cativar os alunos mais estudiosos e que realmente fazia penetrar na massa cinzenta desses alunos, a sua bagagem de sabedoria.
E apenas com essa escolaridade, muitos desses professores do Ensino Público (masculino ou feminino) e com pequeníssimos salários, transformavam-se em excelentes professores. Professores de fazer corar de inveja, alguns actuais docentes, baronesas ou barões do ensino público, confortavelmente instalados nos quadros da carreira docente, sem o mínimo de reais competências. É por isso, que muita gente procura o Ensino Privado. Paga-se, mas aprende-se mais e melhor. Não é por acaso que em Portugal, as 10 melhores escolas são no ensino privado e nas 10 seguintes, só se encontra 1 ou 2 escolas Públicas.
Nas escolas Públicas, imperam não só a violência e a droga, como reinam o chumbo, o absenteísmo e o abandono escolar. Provas mais do que suficientes, para que digamos que no Ensino Público a violência e a anarquia fazem parte do quotidiano. Se o pobre Leandro pudesse falar, muito nos diria.
É que naquele tempo, não era qualquer um que entrava para o ensino secundário e muito menos no superior. O fim do ensino secundário, já era uma boa premissa para o futuro.
Para voltar ao acordo ortográfico, esse meu amigo disse-me que se preocupava muito mais com o massacre que os jovens de hoje fazem ao nosso vocabulário e à nossa escrita, do que ao dito acordo ortográfico.
Eu, já há muito que condeno essa linguagem e escrita, que qualificarei simplesmente de obscena. Seria bom que alguém pusesse cobro a esse calão ordinário, impróprio da nossa cultura vocabular. Essa forma de expressão, passa-se por vezes nas salas de aulas e em frente aos professores. Numa Escola que se preze e mais ainda numa sala de aulas, não se pode tolerar esse palavreado para não dizer palavrões, com origens na marginalidade. Bué da fixe, k, kuanto e outros grunhidos, devem ser sistematicamente excluídos e banidos com firmeza, não só das nossas salas de aulas, como também dos recintos escolares (pátios ou espaços exteriores, pertencentes à instituição).
Condeno essas palavras (vindas da promiscuidade e da dependência a substâncias tóxicas e nocivas à saúde e à moral), a que uma grande parte dos nossos jovens se prestam e mesmo alardeiam, como se realmente essa espécie de grunhido, os regalasse como a melhor das guloseimas. As mensagens desse género por telemóvel ou e-mails, abundam.
Hoje nas aulas, as réguas desapareceram e com elas as boas maneiras, mas continuo a dizer que a nossa língua tanto escrita como falada, é por todo o mundo o símbolo da nossa cultura e não nos devemos rebaixar, a falar um dialecto subalterno. A nossa língua deve ser como o nosso País. Soberana!
Frente àqueles energúmenos, que decidiram abastardar a nossa escrita num novo dicionário eu digo-lhes; grandes filhos da “mãe”.
Seria rebaixar-me demasiado, para gente sem porte e que trai a Pátria!
Mais vale tirar-lhes o retrato, a essas serpentes.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Predador sub-terráqueo!
Os sub-terráqueos sofreram um espantoso e avassalador abalo sísmico, de uma magnitude 15 na escala da pedofilia e homossexualidade, que prevê um máximo de 10. Teremos que rever essa escala! Essa classe de predadores, composta por sub-homens e sub-mulhers, sofreram o terror de um homicídio praticado por uma pobre presa, que recusava entrar nesse sub-mundo da prostituição homossexual.
A notícia, rebentou como uma bomba. Foi uma autêntica mana para a imprensa áudio visual, radiofónica e escrita. Desde o dia fatídico até ao dia do funeral, os ecrãs de televisão rivalizavam impudicamente, na apresentação de conhecidos amigos e amigas desse aberrante e ignóbil predador, caçador de presas ingénuas e frágeis, como foi o caso do modelo Renato Seabra.
Viu-se desfilar um grande cortejo de amigos e conhecidos, estilistas, actores e actrizes, gente dos espectáculos, da moda e até as insignificantes e entediantes “Tias”, Lily c`um Caneco, predadora e caçadora ela mesma, principalmente quando se sente carente (eu diria com o cio, o que cada vez lhe deve acontecer menos tendo em conta que a idade não perdoa) e Cinha Plástica Jardim, deambularem alegremente pelas passerelles dos canais televisivos para testemunharem do seu incondicional apoio, companheirismo e amizade para com o bicha falecido.
Evitavam referir-se (sempre que podiam), à anómala e devassa tendência do nojento predador, predador esse que atacava as frágeis vítimas com a gula da fama como isco. Prometia-lhes as estrelas, mas oferecia-lhes o inferno.
Praticamente todas e todos, testemunhavam sempre a favor do reles indivíduo, sem procurarem compreender o porquê daquele desesperado e fatal acto. Ao mesmo tempo, davam-se gratuitamente visibilidade mediática. Pelos vistos, essa espécie de predador humano dizia a quem o quisesse ouvir, que a presa já se encontrava domesticada.
Dava para perceber, que grande parte desses amigos (as), pertenciam à grande família dos promíscuos. Via-se em muitos deles, daqueles que deambulavam como se estivessem em casa própria pelos canais televisivos, os tais tiques próprios às bichas. Gestos efeminados ou amaricados e falar de larilas que denunciam uma certa e repugnante tendência contra-natura.
Nelas denotava-se uma inflexível dureza quanto a uma eventual e exemplar pena de prisão. Queriam a condenação máxima. (Talvez porque muitos (as) deles (as), tenham medo ou receio de que um dia destes lhes aconteça o mesmo, quando se dedicam à prática da mesma espécie de caça).
Também fiquei com a desagradável impressão (muito por culpa da excessiva afabilidade com que eram recebidos pelos (as) apresentadores (as)), de que os canais televisivos afinal também devem ter nos seus efectivos, um bom número envolvido nessa jaez. Assim já se compreenderia melhor que compactuem com o esterco fedorento que por lá passou e que não se sentissem mal com o pestilento e irrespirável odor, que aquilo deveria exalar.
Escandalosa, vergonhosa e indecentemente (para não dizer mais e pior), deram muito mais importância à morte do predador, do que dias antes, à morte de um dos capitães envolvidos no imemorável 25 de Abril de 1974.
Portugal indignou-se e justamente, com a desprezível desproporção e com tanta insensibilidade da parte dos médias.
Durante cerca de 10 dias, os canais de televisão voltavam à carga, não somente durante os jornais das 13 e das 20 horas, mas mesmo nos tais programas matinais ou da tarde. Até a RTP2, se prestou a essa farsa ignóbil. Não tinham mais nada nas prateleiras para vender.
De manhã, à tarde, à noite e nas duas principais apresentações dos jornais televisivos. Nunca senti tanto nojo, em frente ao ecrã de televisão!
Era demasiado para mim.
Ensurdeciam-me, entediavam-me e revoltavam-me, ao ponto de praticamente me obrigarem com tanta repetição, a apagar o meu televisor. Era como que subitamente me entrassem todos ao mesmo tempo pelos ouvidos, os relatos sobre as duas guerras do Iraque, do Kuwait e do Afeganistão. Terrível!
Só que não era de horror que me revoltava, mas de desprezo, por ver que afinal os e as bichas, são muito mais do que eu imaginava. Essa raça, pulula mais do que os ratos dos campos e dos esgotos. Ainda bem para o mundo, que aquela sub-espécie de gente não se reproduz, doutra maneira em vez de ser uma vergonhosa nódoa, seria uma calamitosa e indestrutível praga para a humanidade.
Nos primeiros dias ainda mudava de canal, mas esbarrava sempre com a mesma merda. Então, comecei a sair de casa para espairecer.
Já não podia suportar mais aquele bruaah ou blá-blá. Em minha própria casa, sentia-me como que sitiado. Cercado por uma horda de gays, lésbicas e amaricados.
Jaez repugnante. Até me vinha o comer à boca, com ver tanta bicharada.
Esterco impróprio para consumo. Causais-me náuseas!
Enfim, as coisas parecem estar a acalmar. Já não era sem tempo.
O que sinceramente penso, é que esse farrapo de pessoa “raptou” um jovem ingénuo e ambicioso enganando-o intencionalmente com líricas mas falsas promessas, no propositado intuito de querer forçá-lo a que devenha devasso como ele. Não só não o conseguiu, como ao contrário do que esperava lhe foi fatal.
Imagino esse miserável roto a pressionar o “refém”, até ao ponto em que o jovem atingiu um desespero tal, que perdendo o controlo racional não viu outra saída, senão a morte do seu assediador e carrasco. O lamentável na minha modesta opinião, é que esse jovem risca uma pena de prisão perpétua, quando apenas legitimamente se auto-defendeu. Sem dúvida alguma, comparo o defunto aos pedófilos.
No mínimo, os pedófilos e assediadores sexuais em geral e os da Casa Pia em particular, deveriam sofrer a amputação dos órgãos genitais. Assim, já não fariam mal a mais ninguém e teriam pago pelos crimes cometidos. Ainda por cima, pouparíamos os gastos com a hospedagem e a guarda dessa escumalha.
Raça maldita! Abortos da humanidade. Ainda quereis ter o direito à adopção?
Haja Justiça neste mundo!
Digo isto revoltado, porque a Justiça portuguesa não faz jus à sua principal obrigação e dever. Fazer justiça!
Com toda essa algazarra, até me esquecia da actual crise que o país real atravessa.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Campanha enlameada!
O fraco nível moral e ético nesta campanha, leva-me a pensar que o candidato Manuel Alegre (outra vez ele), se apraz caminhar e chapinhar os outros, com a sua própria lama.
Tinha começado com insinuações injuriosas, lançando dúvidas quanto à posição ideológica e partidária do actual Presidente da República, sugerindo mesmo a sua ligação ao antigo regime salazarista.
Como essas cobardes alusões não deram o resultado desejado, agora veio com essa denúncia da compra e venda das acções do dito PR no BPN, sempre no intuito de tentar derrubar o rival, que segundo as sondagens se encontra muito distante da sua pequena e rústica pessoa. Com isto, não estou a defender as maroscas, mas simplesmente a dizer que o estupor navega pelos mesmos pântanos malcheirosos que critica aos outros. Da forma indecente como ele conduz a sua campanha, até nos dá a impressão de que se encontra limpinho e sem nódoas.
Esse triste Manuel Alegre, parece esquecer que está escandalosamente esbulhando ao Estado (aos contribuintes portugueses) a módica quantia de €3.219,95 mensais, o que multiplicando por 14 meses perfaz exactamente a mísera quantia de €45.079,30 anuais.
Uma autêntica ninharia, por um tão longo ano de trabalho!
Realmente, esse indivíduo não se deve olhar muitas vezes no espelho da decência.
Querido espelho meu, há quem fraude mais do que eu?
O pior disto tudo, é que este candidato dá-me a nítida impressão de seguir à linha (com esses estratagemas) a conduta do BE, que é mestre nestas andanças.
Isto só está a acontecer, porque este candidato do PS e do BE, não tem a bagagem necessária para bater o seu rival de forma honesta e por isso, navega ao sabor das calúnias.
Não é de admirar com outros candidatos utópicos ou sem estirpe política, mas vindo do candidato dum partido como o PS, não tenho a mínima dúvida de que este Manuel Triste Figura, está a prejudicar ainda mais a imagem de toda a classe política, já de si minada por tanta falta de ética. O PS, com um candidato deste gabarito, só se prejudica. Penso sinceramente, que o PS tem pessoas com mais classe do que esse ignóbil rufia.
O País nesta altura de crise, precisa de mudar radicalmente de atitude política.
Com o FMI à nossa porta, ou agimos com responsabilidade ou seremos leiloados.
Os abutres estão à espreita e não perderão a oportunidade para se apropriarem dos restos. Tem que haver uma política, que elimine o esbanjamento e que se aplique a fazer aquilo que realmente é útil para a Nação. Os 2 milhões e meio de portugueses que vivem no limiar da pobreza e os que sofrem cortes nos salários, abonos e que ainda por cima vão pagar mais IRS, assim o exigem. Não ouço nenhum dos candidatos, revoltarem-se contra os abusivos subsídios de reinserção social a pessoas que vivem é verdade no limiar da pobreza, mais por opção do que porque lhes recusam trabalho. Por escolha de vida! Não são todos, mas são muito mais do que se imagina.
Num país onde se vê dezenas de milhares de tóxico-dependentes que nunca trabalharam, ocupados a arrumarem carros ganhando algum dinheiro, mas que nunca descontaram para a Segurança Social, receberem mais do que outros milhares de reformados que trabalharam uma vida inteira, esse País vive uma flagrante injustiça social. É o que se passa em Portugal.
O mesmo se passa, com largas dezenas de milhares de prostitutas que não pagam impostos pelo capital que encaixam, cada vez que um cliente aluga os seus serviços e que este mesmo Estado no cúmulo da pouca-vergonha, resolve gratificar com o Rendimento Mínimo de Reinserção Social. Este subsídio, é-lhes injustamente atribuído e seria muito mais útil e justo, aplicar esse dinheiro numa substancial e justa melhoria das miseráveis reformas de muitos reformados, que nem dinheiro suficiente recebem para comprar medicamentos, ou simplesmente pagar o aluguer de uma casa ou um quarto, onde possam viver pobres mas decentemente.
Um terço dos candidatos ao tacho da presidência da República, é duma mediocridade tal, que o simples facto de se terem candidatado, foi por si só uma palhaçada. A cidadania tem os ombros largos e até permite aos candidatos, todas as excentricidades possíveis e imaginárias. É simplesmente, ridículo! São apenas, anti-Cavaco.
Seria, se a complicada situação que o País atravessa não fosse grave, caso para nos rirmos da caricatura de alguns dos protagonistas, mas a verdade, é que esta situação dramática exige muito mais seriedade e respeito. O único intuito desses pseudos-candidatos, é tentar obrigar a que haja uma segunda volta neste campeonato presidencial. Entretanto, ouvimos tantas imbecilidades que por vezes, só me apetece desligar o televisor.
Mesmo que o PC, Jerónimo de Sousa e o próprio Francisco Lopes o neguem, o candidato do PC vem à campanha, com o único intento de tentar provocar uma segunda volta para a decisão final nestas presidenciais. Claro que isso não o impede de expor raciocínios, mesmo que muitos desses ditos raciocínios a serem aplicados, no dramático e aflitivo estado em que se encontra actualmente o País, seriam de tal forma nocivos que nos impediriam de atingir os objectivos assumidos pelo Governo de Sócrates. É que as coisas estão mesmo a ficar pretas para o nosso lado. Sobretudo neste momento, não nos podemos deixar iludir pelas lindas (é verdade), mas utópicas promessas feitas por este candidato que só as promete, porque sabe que não as terá que cumprir. A bom entendedor… deixo-vos concluir!
Se ouvíssemos o Defensor Moura, não iríamos a lado nenhum pois que não define medidas esclarecedoras dignas de crédito. Limita-se a criticar Cavaco e pouco mais. É apenas mais um socialista infiltrado no cortejo da divisão de votos na primeira volta. Fala pouco e não diz nada. Não passa praticamente de um figurante, pois pouco tem de protagonista. Tem pouca envergadura política ou então, cumpre apenas ordens. Mais dinheiro esbanjado, na esperança de tirar proveito.
Da parte do José Manuel Coelho (Solitário), limita-se a atacar Cavaco e o PSD. No resto, é um autêntico vazio de ideias. A sua candidatura, foi uma forma que ele encontrou para poder passear livremente com tudo pago e direito à imagem na televisão. Sem personalidade, competências nem bagagem política, a sua candidatura foi não só um fracasso, como também um esbanjamento de fundos Públicos. A sua campanha quase se limitou ao ataque a Cavaco. Foi Portugal no seu melhor. Ridículo!
Fernando Nobre apresenta-se como o milagreiro, dizendo-se o melhor situado para numa eventual segunda volta. Bater Cavaco. Na verdade, além do actual presidente, é o único dos cinco adversários de Cavaco, digno de alguma credibilidade. Não se limitou a apontar baterias a Cavaco, mas também Alegre e mesmo a utopia comunista de Fernando Lopes, foram alvo de muitas críticas. Disse muitas verdades. Só é pena, não ter peso nem suficiente conteúdo político. Mesmo assim, fez uma campanha digna, honesta e sem o grosseirismo e as calúnias, que caracterizaram alguns dos que participaram nesta campanha e que deveria servir de exemplo para muitos políticos. Merece uma segunda oportunidade.
Talvez melhore!
Não esperava que o deputado poeta Manuel Alegre descesse tão baixo nas insinuações, insultos e calúnias, proferidas em direcção do seu principal concorrente político. Pessoalmente, já tinha uma muito fraca impressão formada a seu respeito mas penso honestamente, que ultrapassou todos os limites mesmo as minhas primeiras impressões, que portanto já eram péssimas. Arrogante, (nisso, sai a Sócrates) grosseiro e caluniador, atirando pedras que caíam directamente no seu telhado de vidro, comportou-se de forma inqualificável.
Contentou-se de proferir insultos e calúnias, mas pouco ou nada disse de relevante. Parecia um arruaceiro. . Comportou-se como um triste Sire. A nossa classe política tem muito fraca compostura, mas mesmo assim o péssimo comportamento de Alegre, sobressaiu. Penso honestamente, que foi a maior decepção no conjunto dos candidatos. Talvez por ter sido o candidato de dois partidos completamente e muitas vezes virulentamente opostos na AR, não tenha querido ferir susceptibilidades em nenhum dos partidos que apoiam a sua candidatura e que o não deixarão em paz, em caso de vitória. Nesse caso encontra-se entalado, entre duas ideologias quase inimigas.
Não quero acreditar que os portugueses irão votar num candidato que se meteu nessa confusa embrulhada, a qual lhe trará problemas num eventual exercício presidencial. Não lhe faltarão obstáculos, muito dificilmente transponíveis.
Não penso que tenha, nem mesmo uma remota hipótese de bater Cavaco. Claro que toda a esquerda apostou numa campanha sobre duas voltas. Foi com esse intuito que o PS (mesmo que o não confesse) tem na mesma corrida, o invisível Defensor Moura.
Porque dentro da política, quer seja ao nível nacional, regional ou mesmo local, se fabricam e se descobrem tantos esquemas e falcatruas, que levam à descoberta de autênticas máfias que praticam crimes de chantagem, peculato, subornos, corrupções, fraudes e outras maroscas, eu vos digo que uma grande parte da nossa classe política mesmo ao mais alto nível, não passa de resíduo tóxico que contamina tudo por onde passa.
Não gosto de políticos nem sou de partidos e por isso aquando das eleições para não votar em branco. o que talvez favorecesse os piores dos políticos, eu escolho sempre o que me parece o menos mau para o meu País e o seu povo.
É por isso que eu voto nestas presidenciais pelo candidato Aníbal Cavaco Silva, esperando que se ele ganhar, actue muito mais do que durante seu primeiro mandato, seja qual for o partido que se encontre no Governo. No primeiro mandato, deu-me a imagem de um líder tímido, mole e sem garra. Foi muito hesitante nas suas intervenções. É necessário neste país que o PR aja quando tem que agir e sem hesitações. O PR, não deve prestar-se a pressões partidárias nem sustentar polémicas e deve sempre que o achar necessário, chamar a atenção do Governo para as coisas que no seu entender não estão bem e que para o bem do nosso País têm que mudar. Não deve evitar confrontos com o Governo, quando necessários.
Aníbal Cavaco Silva
É necessário que não hesite nem seja tímido nas suas intervenções.
Espero que desta vez, aja com muito mais vigor e determinação. Dou-lhe o meu voto de confiança, tendo em conta a diferença de comportamento durante a campanha eleitoral em relação aos outros candidatos, mas também pelo facto de ter apresentado muito mais conteúdo e força de carácter. Boa sorte e se ganhar como o espero, força e não desiluda quem lhe faz confiança.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Candidato, caça gamelas!
Por alguns meses de presença entre 1974 e 1975, enquanto deambulava descontraidamente pelos corredores da AR, este senhor (Manuel Alegre) encontrou a melhor estratégia de se fazer outra reforma e das boas: 3219.95€ por mês, 14 vezes por ano. Esta informação, saiu recentemente na lista de reformados divulgada pela CGA e foi citada pelo Correio da Manhã.
Foi esta quantia que a CGA (Caixa Geral de Aposentações) lhe apresentou como saldo de algum tempo, cerca de 1 ano de trabalho na RDP (Rádio Difusão Portuguesa. Uma ninharia! Depois de se iniciar na política como deputado, continuou ilegalmente (penso eu) a descontar como se estivesse a trabalhar nos dois lados.
Não foi por generosidade para com a Segurança Social ou o País, que esta “pessoa” continuou a fazer descontos indevidos, mas sim no intuito de fraudar intencionalmente a Segurança Social e o seu País. Belo estratagema. E anda este senhor, a dar lições de moral aos outros (sem autoridade) quando fala de assuntos sociais. Ainda tem o descaramento de nos querer fazer crer, que não estava à espera dessa tal reforma
Torna-se indecoroso que já no século XXI, continuem a existir situações análogas à deste “senhor” no nosso miserável País, enquanto no mesmo País, dois milhões e meio de portugueses vivem no limiar da pobreza.
Será possível que no vigésimo primeiro século da era cristã, ainda existam, persistam e mesmo aumentem, essas deploráveis situações? Quando me lembro de alguns artigos da Constituição da República, a qual nos diz que todos os portugueses têm deveres e direitos iguais, eu pergunto-me (sim, eu pergunto-me, porque os outros não me dão a resposta). Onde estão a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade?
Este é o mais bonito slogan, de toda e qualquer democracia que se preze. Mas afinal, onde é que estão as igualdades desses direitos fundamentais na prática? O que eu vejo, é que uns, têm mais direitos do que outros, e outros, têm mais deveres do que uns. Quando falo de uns, pode dar a impressão de que são poucos, mas na realidade neste caso específico estes uns, são mesmo muitos espalhados pelo País. Alguns milhares, que arruínam o Estado com múltiplas reformas, pensões e aposentações. Na sua quase totalidade, essa raça de pulhas estão ou passaram pela política.
Estas situações deveriam ser consideradas inconstitucionais, imorais e condenáveis juridicamente.
Eu sempre fui de opinião que as chorudas reformas deveriam ter um plafond (máximo) e que não deveriam passar de uma certa quantia. Todas e quaisquer reformas ou aposentações, não deveriam ultrapassar o salário do PR. O resto ficaria para a Segurança Social. Todos aqueles que recebam várias reformas, deveriam ficar apenas a receber a mais vantajosa, sem que isso ultrapassasse o dito salário do PR.
Todo o excedente, seria sempre revertido a favor da mesma entidade. E ainda. Todos aqueles senhores (as) políticos (as), que quisessem trabalhar durante a reforma, deveriam parar de receber a reforma enquanto trabalhassem. Ou então, trabalhariam em regime de voluntariado sem vencimento. Isto, quando se trata de reformas evidentemente chorudas.
O caso do senhor que me levou a fazer este comentário, ultrapassa os limites da decência. No meu humilde entender, esse indivíduo não passa de um pulhastro e no mínimo dos mínimos pura e simplesmente, deveriam retirar-lhe essa dita reforma ou aposentação. Se ele recorresse para tribunal, deveriam condená-lo a pagar uma pesada multa por ter feito o que fez e com pena agravada, pela intencionalidade do crime. Lesar o Estado português!
Como sabemos, uma reforma completa para a massa salarial exige no mínimo 40 anos de trabalho, mas há-os que, com 12 anos de presença na AR já têm esse direito. Mais uma vez, lá se vai a Igualdade.
O que se passa no meu País desgosta-me, ao ponto de me arrepender de ter regressado à minha terra Natal. Amo o meu País e sinto-me revoltado com tanta injustiça e decadência moral.
As múltiplas chorudas reformas, são mesmo uma imoralidade.
Piedade, acabem com isso!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
SOS Edite!
SOS - Edite
Edite Estrela, enviou recentemente por escrito um alerta ao PS para uma possível vitória do PSD, nas próximas eleições legislativas e diz ela, que seria um perigo para a democracia Portugal ser governado pelo PSD.
Ela deve estar a fazer confusão com os protagonistas. Torna-se evidente que ela não sai de Bruxelas, não liga o seu televisor nas horas do jornal, nem lê a imprensa escrita portuguesa ou internacional, onde todos relatam o que se passa com a situação de real perigo que Portugal vive, criada pelo governo de Sócrates e do seu partido.
O PS. Aí está o perigo. Sócrates e o PS.
Vou enumerar algumas coisinhas (mesmo só algumas, porque há muitas mais) que talvez aos olhos desta deputada de meia-tigela não tenham importância alguma, mas têm nas carteiras dos portugueses que vivem em Portugal, coisinhas essas fabricadas por Sócrates e o seu governo. Portanto, made in PS.
Retirou poder de compra à classe média, aos menos pobres e até, aos mais pobres. Aumentou o IVA em mais de 9%, ou seja, passou de 21% para 23%, aumentou o IRS onde até se permitiu inventar mais escalões, escalões esses que antes não existiam.
Diminuiu salários. Também diminuiu ou suprimiu abonos de família, suprimiu ajudas escolares à maioria das famílias que trabalham, descontam e pagam impostos, diminuiu ou suprimiu ajudas de custo a deficientes e ainda por cima, não satisfeito com estas medidas todas, aumentou o défice de 4%, o que corresponde a cerca de 450 milhões de €. Retira-nos poder de compra, adiciona-nos impostos directos ou indirectos e gasta muito mais do que recebe. Mau governante.
Se isto não é perigo, então o que é? Tem razão Edite. Não é perigo.
É terrorismo por esticão, vindo da parte de um partido que se diz de democrata. O seu PS.
Esta senhora Edite, que mais me apetece chamar por outro nome, lançou também alusões injuriosas ao actual PR Aníbal Cavaco Silva, dizendo que ele tinha velada e deliberadamente dificultado e obstruído acções, deste governo de Sócrates.
Mais uma vez (deve ser por hábito) ela troca intencionalmente de protagonistas quando fala de falcatruas ou maroscas.
Eu que não gosto de políticos, sou de opinião diferente pois que, aparte a aversão que sinto por essa classe de aldrabões, oportunistas e incompetentes, entendo que este presidente se tem comportado com uma grande idoneidade, imparcialidade e sentido do dever. No meu humilde entender, deveria impor-se um pouco mais.
(Mesmo que receba indevidamente várias chorudas reformas, pensões ou aposentações, o que para mim, é um escândalo não só neste, mas em todos os PR que passaram por Belém e sou daqueles que pensam que se deveria acabar com estas situações dolorosamente suportadas pelos honestos contribuintes).
Apelou sempre ao bom senso e ao diálogo, rejeitando sempre a incomunicabilidade entre os partidos com assento parlamentar. Comportou-se no meu entender como um bom presidente e mais ainda, como um bom português embora um pouco brando.
Por várias vezes, referiu-se ao descalabro das nossas finanças e disse claramente, o que todos os portugueses estavam a pensar. Que a nossa economia, se encontrava numa situação insustentável.
Por essa franqueza chegaram a acusá-lo de pessimista ou mesmo de tomar posição partidária. Não quiseram ouvi-lo e agora, é aquilo que se vê. A Edite fala é de contente, pois este PR teve um comportamento fora de série, no bom sentido. Depois do 25 de Abril, foi o melhor Presidente que tivemos e muito diferente dos seus antecessores. Diferente para melhor. Calmo, apaziguador e sempre com o devido respeito pela Constituição da República. O mesmo não se pode dizer do seu antecessor Jorge Sampaio, que era sorrateiro, manipulador e mal intencionado.
Esta senhora (Edite Estrela), não tem autoridade para insultar quem quer que seja. Ela deveria antes de mais nada, ter tirado uma fotografia ou radiografia moral ao ex PR Jorge Sampaio, durante o tempo em que governou o 1º Ministro, Santana Lopes. Não sairia nenhuma imagem, pois esse senhor não tem nenhuma moralidade e pelos vistos, a senhora Edite também não.
Esse sim, merece reproches, apupos ou assobiadelas. Esse presidente teve culpas no cartório, sobre o que aconteceu nessa altura. Ao aceitar o Santana Lopes como substituto do Durão Barroso, o indecente Sampaio preparou-lhe uma autêntica cilada, urdida por uma mente de crápula sem escrúpulos. Ele sabia de antemão o que iria acontecer, pois a AR na sua grande maioria, estava contra a nomeação de Santana para 1º Ministro. Esse 1º Ministro, até foi contestado por muitos “barões” do seu partido. Nessas condições, tornava-se evidente que iríamos ao encontro de uma tempestade política e que Sampaio anteviu o que iria acontecer.
Se tivesse sido honesto e sem segundas intenções, teria recusado o sucessor, dissolvido a AR e convocado novas eleições legislativas. Não o fez, propositadamente. O que ele queria, era que a situação se degradasse ainda mais e dessa forma favorecer o PS.
Aquilo foi uma constante guerrilha contra esse 1º Ministro e, o Jorge Sampaio, nunca mexeu uma palha para tentar acalmar os ânimos tornando-se cúmplice por inércia, naquilo que mais parecia ser um golpe de Estado em tempos de Democracia. O mais longo golpe de Estado, de que há memória em Portugal. E Sampaio, deixou propositadamente que o ambiente na AR se azedasse e assim facilitasse o PS (seu partido) nas eleições seguintes, como se confirmou.
Durante o tempo que durou esse conflito (cerca de seis meses), o PS subia em flecha nas sondagens. As pessoas já tinham esquecido a incompetência e a cobardia de Guterres, que fugiu apavorado, abandonando o comando do então governo, deixando o País sem tangas. O Guterres, foi um incompetente e peras. Mais ou menos 6 meses depois de ter iniciado o seu mandato, Santana Lopes teve que deixar o cargo sem que pudesse mostrar se era ou não era competente, pois que a AR não o deixou governar. Isso sim, foi um golpe baixo mas magistral, liderado pelo mestre Sampaio. Foi assim que Sócrates teve a maioria absoluta, e pôde levar o País ao caos presente. Está contente, Edite Bruxelas?
Claro que, o que levou a Edite a fazer esse pedido de união, não foram as próximas legislativas mas as eleições mais imediatas ou sejam, as eleições presidenciais onde o seu querido camarada de partido (o radicalista mais bloco esquerdista e anarquista, do que socialista; Manuel triste figura), risca de perder a corrida para Belém.
Esse seu camarada, não possui a estirpe que o possa levar a ser um bom PR. Arma-se em altaneiro, quando não passa de um rufião. Já o demonstrou e mais do que uma vez, essa sua faceta contra o que ele diz, ser o seu partido. Alia-se facilmente ao radicalismo anárquico e com essa falta de compostura, só seria mau para o nosso País e por conseguinte para o nosso povo. Um homem que ambicione exercer o mais alto cargo do País, deve escolher os seus parceiros criteriosamente e não deixar confusos, todos aqueles que nele confiam. Polémico e até conflituoso, daria uma má imagem do nosso País, aquém e além fronteiras.
Senhora Edite Bruxelas, seja honesta consigo mesma e analise a sua consciência moral (se é que a tem), antes de se dedicar a fazer alusões, impróprias de uma deputada do Parlamento Europeu. Se não sabe o que dizer, coza simplesmente essa boca que destila mau hálito e polui o ambiente. Pense duas vezes, antes de dizer baboseiras.
Com essas suas declarações, só perde credibilidade.
Já reparou que o Sócrates não passa de um grande aldrabão, que se faz acompanhar de uma enorme incompetência? Já reparou que ele só tem de igual, a sua própria arrogância? Já reparou que o seu Sócrates, vai ficar na História como o pior dos 1ºs Ministros desde a fundação da República há um século. O único perigo para a economia de Portugal e do seu povo, é continuar a ser governado pelo seu querido Sócrates, que esbanja mais do que recebe.
Este governo que é do seu partido, podemos compará-lo a uma dona de casa desgovernada e esbanjadora, que por mais que o marido ganhe, não consegue cobrir as despesas que a sua esposa (no seu frenesim de compras), não consegue evitar. E se as receitas baixam, as despesas continuam a subir. Isso é paradoxal. Em vez de um governo, temos um (des)governo.
Aliás, eu nem sei porque razão num país tão pequeno e com apenas dez milhões de habitantes, temos 230 deputados na AR. Se houvesse somente metade dos deputados, ainda sobraria metade.
Diga-me Sr.ª deputada! Aí em Bruxelas, consegue sentir na pele aquilo que o povo português cá em Portugal, sente na carteira? É que o português em Portugal, quase que não a sente (a carteira) de tão leve que ela se tornou. Pesam tanto como penas, o que é uma pena, porque apenas com penas, nem frango do aviário que é o prato mais barato, se consegue comer.
Quanto à Sr.ª deputada, tenho a certeza que com o seu chorudo salário, todas as mordomias e regalias que aufere, pode-se permitir comer Cherne, Goraz, Lavagantes, Sapateiras, Caviar, Foie-gras e beber champanhe francês Don Perignon, Cuvée Speciale enquanto o povo em Portugal tem cada vez mais dificuldades em comer um pouco de bacalhau da Noruega pelo Natal e beber um Martini com cerveja.
Muitos portugueses, bacalhau, nem vê-lo. E assim compreende-se que tenha medo que o seu PS perca as eleições, porque isso poderia eventualmente ter repercussões no seu futuro e no seu modo de vida, que apenas lhe é permitido porque usufrui de salários chorudos e muitos privilégios como deputada europeia. Claro que com o salário e afins que aufere, o seu futuro mesmo com a crise global, não lhe promete dificuldades. Já o Zé-povinho, não pode dizer o mesmo. Cada vez aperta mais o cinto.
domingo, 19 de setembro de 2010
Leitura das sentenças!
Leitura das sentenças!
Nas horas e nos dois ou três dias que se seguiram à leitura das sentenças aplicadas aos arguidos do processo Casa Pia, não faltava quem fosse à televisão dar as suas opiniões (mesmo aqueles que nada sabiam ou entendiam do processo), mais ou menos parciais, sobre um assunto dramático e doloroso, principalmente para as vítimas que sofreram o martírio das sucessivas relembranças, daquilo por que passaram. Todos os que comentavam armavam-se em peritos, nesta espécie de processo público jurídico. Foram para ali, processar e condenar as sentenças proferidas por uma vez em muito tempo, que vi a Justiça dar um tímido ar (positivo) da sua graça.
Todos aqueles que comentavam (uns que tinham qualquer coisa a ver com a justiça outros nem por isso) tinham uma coisa em comum. Queriam ter e dar visibilidade mediática ao que diziam e para isso, nada melhor do que um debate de leigos na matéria na própria televisão. Ignorância, acrescida de um estúpido ar de entendedor e acompanhada da patética certeza, de falar assertivamente.
O tal de Marinho e Pinto, dentro da sua arrogância de homem de Lei, criticou sobretudo as (no seu entender), muito pesadas penas.
Fez comparações sem sentido para justificar a sua opinião. Se quem mata uma pessoa, tem 25 anos de prisão quem pratica centenas de repugnantes e criminosos actos pedófilos a 2 ou 3 anos por cada um desses abomináveis actos, é só fazer as contas. Dá centenas de anos de prisão. Ora como sabemos, foi o arguido Carlos Silvino que sofreu a pena mais pesada com mais de 120 ou 130 crimes provados, sem contar um milhar de crimes que não quiseram provar. São muitos mas mesmo muitos, os crimes de que foi acusado esse reles indivíduo, que para cúmulo da pouca-vergonha e como que para o recompensar, até recebeu medalhas e louvores, enquanto praticava os crimes de que é acusado. Considero que um indivíduo com um currículo de crimes tão intenso, tendo sido condenado a apenas 18 anos de cadeia, foi como se tivesse sido agraciado.
Portanto, se realmente há qualquer coisa a criticar à justiça, é que foi por demais suave, não só neste mas em todos os outros arguidos, embora mais vale pouco do que nada. Não estando dentro do assunto, como ele próprio o reconheceu, Marinho e Pinto deu juízos de valores. Sempre polémico, arrogante, repleto de vanidade, insolente, e cheio de si, demonstrou que não deixa de ser o que é. Um homem, que vive do crime. Aliás, como a grande maioria dos advogados.
Quando a apresentadora lhe perguntou o que pensava do sofrimento das vítimas, ele engasgou-se (não deveria estar à espera dessa pergunta) e demonstrou pela forma como respondeu, um evidente desdém e mesmo desconfiança pela denominação de vítimas. Deu a entender com essa atitude e durante todo o debate que se seguiu, que ali as vítimas, eram os arguidos. A apresentadora da RTP, também concedeu a Carlos Cruz a maior parte do tempo que duraram as discussões. Era evidente a sua preferência e quase conivência para com Carlos Cruz. Talvez assim não fosse, se ela tivesse um filho entre as vítimas.
Sem conhecerem a fundo os meandros deste processo (como é o meu caso, pois que só o seguia pelas notícias que vinham a público), criticavam as pesadas penas a que os arguidos foram sujeitos, esquecendo as vítimas ou relegando-as para segundo ou terceiro plano.
Tudo começou ainda no tribunal, com a teatral intervenção de Carlos Cruz no momento da leitura da sua pena e a falta de compostura da parte do seu advogado Sá Fernandes, que o levou a uma intempestiva e furiosa altercação, com a Juíza que presidia o Processo. Foram cenas indignas, vindas de pessoas supostamente cultas, tanto da parte do réu como da parte do seu advogado. Imagens deploráveis, aproveitadas e mediatizadas até ao excesso pelos canais de televisão e que demonstram bem, a qualidade de gente (advogados e réus), que se encontram neste processo.
Uns que querem, nem que seja pela força do dinheiro ser inocente, outros que não querem perder este processo, por nada deste mundo. Prestígio obriga.
Todos esses tubarões da advocacia, foram neste processo derrotados por um jovem advogado praticamente desconhecido, mas que tinha a razão do seu lado. Sem a arrogância própria da vanidade e da superficialidade que caracteriza os que já se consideram barões naquele ramo, consciente da difícil tarefa que tinha pela frente, esse jovem derrotou-os e humilhou-os de uma maneira limpa de expedientes. Sem recurso a estratagemas, sem recurso a falsos testemunhos nem a práticas de denegrição, este jovem mas já brilhante advogado, venceu-os com sabedoria, frontalidade e honestidade. Raramente, a honestidade vence na Justiça em Portugal, mas este jovem arrasou-os e fê-los passar por uma (para eles) muito humilhante e merecida derrota. Para este mestre da advocacia, o que contou foi o esclarecimento da verdade e que a justiça fizesse o que tinha a fazer. Justiça.
Gostaria que fosse sempre assim. Que a verdade, viesse sempre ao de cima.
Querendo eu também dar a minha opinião, penso que em caso de culpabilidade provada, as penas foram tudo menos pesadas. Foram mesmo leves em demasia. Foram todos condenados, por muito menos actos do que aqueles que realmente cometeram. A maioria desses abomináveis actos não se pôde provar, portanto não faltaram as provas (as vítimas). Também a Gertrudes Nunes, pela sua evidente cumplicidade neste caso, deveria ter sofrido uma pena de prisão efectiva, pois que emprestou ou alugou voluntariamente a sua casa sabendo de antemão, quais eram as libidinosas práticas desses indivíduos. A pedofilia.
Talvez ela própria, tenha assistido a algumas dessas sceances. Dá para imaginar.
A Juíza na minha modesta opinião, não agiu bem ao absolvê-la alegando mudanças na lei, porque os factos aconteceram numa altura em que a lei previa prisão efectiva para a sua conduta e por isso mesmo, deveria ser condenada. Foi um erro crasso, a sua absolvição.
A casa dessa espécie inominável de mulher, foi transformada num antro de prazeres proibidos, desviantes e perversos para uns (os arguidos), de sofrimento, humilhação e muito traumatizante para os outros (as vítimas).
Horas depois da leitura das sentenças, na SIC e na RTP1, os advogados e alguns arguidos referiam-se quase exclusivamente às pesadas penas que os atingiram, dando-nos a impressão que tinham completa e propositadamente esquecido as vítimas.
Todos os arguidos, declaravam-se inocentes de qualquer crime de que eram acusados e ameaçavam recorrer novamente para os tribunais. O Carlos Cruz, foi o arguido mais presente nos canais de televisão e embora recusasse pronunciar a palavra cabala, ele pronunciava-a com letras gordas mas por outras palavras, não menos esclarecedoras. Chegou a declarar-se vítima de quem o condenou. Disse mesmo que foi um caso politizado, sem correr o risco de nomear quem eventualmente o perseguira. Deve ter ouvido vozes. Como todos sabemos, os culpados costumam sempre clamar inocência, mesmo quando as circunstâncias que os levam à condenação, são por demais evidentes.
A ouvi-los (aos advogados e às vítimas), o tribunal deveria absolvê-los e condenar as vítimas.
Pessoalmente, não acredito que haja um único inocente neste processo e por isso quero por uma vez acreditar nesta Justiça, que se encontra muitas vezes metida em lamaçais e pântanos mal cheirosos e nauseabundos.
Este infindável, doloroso e penoso processo, teve tanto de longo como de cruel. Todos sabemos e está mais que provado, que é muito raro o condenado concordar que é culpado, ou que a pena que sofre é justa. Eu prevejo, que embora tenham sido julgados e levemente condenados, esses trapos da raça humana continuarão a recorrer, no intuito de nunca serem enjaulados. Não consideram suficiente, terem apenas sofrido uma quarta ou quinta parte, da pena que lhes deveria ser aplicada. Querem a absolvição, como se estivessem realmente inocentes. O melhor e único remédio, seria retirar-lhes o direito aos recursos, senão o processo arrastar-se-á até à prescrição, que é o que todos os arguidos querem embora alguns digam o contrário.
Absolvidos por prescrição!
Não fomos habituados a ver (principalmente em longos e importantes processos, que envolvem tanta cara mediática como este da Casa Pia), a Justiça fazer justiça. Talvez tenha sido simplesmente para desanuviar ou aliviar algumas consciências, que se encontrariam interiormente menos limpas ou mais pesadas. O Presidente do Supremo, tinha-nos dito que a Justiça sairia lavada e limpa deste processo, mas posso-vos garantir que tal não é o caso, pois se assim fosse, o suposto pedófilo Paulo Pedroso estaria entre os réus e seria como eles, condenado. Portanto, que não nos venham com essa treta da cara lavada.
Para que a Justiça saia um pouco mais limpa deste processo, teria também que condenar a Gertrudes Casa de Alterne e reabrir o processo do Paulo Pedroso, porque a história deste senhor foi muito mas muito mal contada, por quem o ilibou. Por estas e por outras, penso como muitas pessoas que a justiça com estas sentenças, só quis mostrar trabalho e redimir-se de culpas ocultas.
Também penso, que foram poucos os réus presentes num processo que segundo consta, deveria ter muito mais caras conhecidas e importantes (nomes sonantes), envolvidas nestas águas turvas.
Mais uma vez esses escaparam, muitos por prescrição, outros por interferências políticas na própria Justiça e que deixam grandes e feias nódoas, em qualquer Justiça que se preze.
Notícia de ultima hora!
Venho de saber agora pelo jornal das 20 horas, que o réu Carlos Cruz vem de declarar que há um erro no seu acórdão, o que eventualmente lhe permitiria a anulação da sua sentença. Não lhe vi a cara, mas não duvido que rejubile.
Será que esta justiça, não consegue concluir este processo ou terão infiltrado alguma toupeira, capaz de mais uma vez obstruir a justiça?
Com esta notícia (para ser sincero já esperava por alguma coisa do género, pois ao contrário do que é habitual, tudo me parecia decorrer anormalmente bem, sendo isso sinal de que alguma coisa não bate certo, pois que a nossa justiça nunca nos habituou a uma boa imagem de marca) deixo-vos imaginar mais alguns episódios para próximos dias, semanas, meses ou anos.
A Justiça badalhoca que temos, continua minada por toupeiras que constroem enormes corredores subterrâneos por debaixo do seu edifício, que até poderão um dia provocar o seu desmoronamento. Talvez um dia (quem sabe?) algum génio em etografia, descubra por entre os escombros dessa que hoje nomeiam de justiça, alguma pista que nos leve aos maiores prevaricadores da Ética, que hoje e desde há muito, continuam a minar essa mesma Justiça. Talvez até consigam explicar-nos com clareza, o porquê de tanta lama.
A ambição do poder, da riqueza, da fama, sabe-se lá. Talvez um dia os filhos, netos, bisnetos, trinetos ou tetranetos, dessa laia que hoje vive impune, se um dia se descobrirem os podres desses viscosos antepassados, tenham vergonha e deixem de usar o nome desses entes abjectos.
Talvez um dia (quem sabe?), a justiça seja isso mesmo. Justiça!
Justiça, na verdadeira acepção da palavra.